Assembleia Legislativa do Paraná aprova moção contra presidente da Venezuela

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, nesta quarta-feira (24), uma moção de repúdio em desfavor do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. O requerimento, apresentado pelo deputado Felipe Francischini (SD), foi aprovado por 23 votos a 11.

Segundo o deputado, a moção deve-se “a prática de atos antidemocráticos” e pela recusa em “fornecer necessários meios de segurança a representantes da República Federativa do Brasil que se encontravam em missão humanitária naquele país”.

Com o intuito de verificar a situação dos presos políticos da Venezuela, no dia 18 de junho de 2015, os senadores Aécio Neves (PSDB- MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), se dirigiram à Venezuela, em uma missão humanitária. Ao saírem do aeroporto de Caracas, foram hostilizados por manifestantes ligados ao governo de Nicolas Maduro e tiveram negado o acesso ao presídio onde estavam detidos os presos políticos que se opuseram ao governo local. Diante dos fatos, o governo venezuelano não prestou algum auxílio, muito menos tomou alguma medida para garantir a integridade física e a segurança dos políticos brasileiros.

A discussão do requerimento gerou debate no plenário da Assembleia com deputados posicionando-se a favor e contra a moção. “O requerimento do deputado Felipe Francischini foi motivado por um ato contra o exercício pleno da democracia. Os senadores foram lá visitar presos políticos e se tivéssemos presos políticos no Brasil, viriam comissões do mundo todo querendo visitá-los”, disse o deputado Pedro Lupion (DEM).

Para Francischini, a aprovação da moção significava uma tomada de posição política em relação à Venezuela. “Nós precisamos marcar posição nesse país. Estamos mandando para a Venezuela mais de U$ 2 bilhões, que é o mesmo tirado da educação no Orçamento desse ano, para obras de duas empresas investigadas na Lava Jato. A gente manda dinheiro e ele [governo de Nicolas Maduro] destrata nossos senadores em missão oficial”, disse.

O deputado lembrou também da questão humanitária na Venezuela. “Modelo de democracia não é. institutos internacionais como a fundação Konrad Adenauer (KAS) atestam isso.” O estudo citado por Francischini mostra que, nos últimos anos, houve retrocesso democrático em diversos países da América Latina, entre eles a Venezuela. Segundo a Fundação Konrad Adenauer, os governos venezuelanos possuem “desenvolvimento democrático mínimo”.

Assessoria de imprensa deputado Felipe Francischini (SD)

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Foto: Pedro Oliveira/Alep